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Com muita revolta e tristeza, pais enterram bebê morta em creche

Amariah Noleto, de apenas 6 meses, morreu por asfixia após ser deixada pelo pai na Creche da Tia Cleidinha. Uma das donas foi presa


Um misto de revolta e tristeza tomou conta de familiares que participaram, neste sábado (23/10), do enterro da pequena Amariah Noleto (foto em destaque), de apenas 6 meses, morta após ser deixada pelo pai na Creche da Tia Cleidinha, em Planaltina, na quarta (20/10). Em cerimônia restrita, cerca de 20 pessoas se despediram da bebê no cemitério de Planaltina.


Enquanto os parentes clamam por justiça, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) trabalha para identificar os responsáveis pelo óbito da criança. Conforme antecipou o Metrópoles nessa sexta-feira (22/10), imagens de câmeras de segurança flagraram a movimentação de funcionárias da creche nos momentos que antecederam a morte de Amariah.

As gravações mostram um carro que se aproxima e estaciona atrás da casa onde funciona o estabelecimento clandestino, uma vez que não é autorizado pela Secretaria de Educação. Em seguida, três pessoas saem do veículo e ficam esperando em frente ao portão dos fundos. Uma pessoa com Amariah no colo abre a porta, entra no banco do passageiro, e o carro parte. Nesse momento, de acordo com as investigações policiais, a criança era levada ao hospital.


Prisão

Após ser interditada pela PCDF, a creche amanheceu fechada na sexta. Até a quinta (21), o espaço seguia funcionando normalmente.

Nesta sexta, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decretou a prisão preventiva de uma das donas do estabelecimento, Marina Pereira da Costa. Ela era a responsável pelos bebês na hora da morte de Amariah. A suspeita é que a criança tenha ficado sufocada no berço.


Na sentença, o juiz que analisou o caso disse que “os fatos apresentam gravidade concreta” e que a prisão provisória encontra amparo “na necessidade de se acautelar a ordem pública, prevenindo-se a reiteração delitiva e buscando também assegurar o meio social e a própria credibilidade dada pela população ao Poder Judiciário”.

“A gente imagina que ela [Marina] ficou com raiva do choro da bebê e virou a criança. Isso ela conta para a gente. Nesse momento, a bebê talvez tenha ficado contra o colchão e acontecido uma asfixia”, explicou o delegado da 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina), Veluziano de Castro, responsável pelas investigações.

Os investigadores chegaram até Marina, que é sobrinha da outra dona da creche, com o auxílio de testemunhas. Segundo a polícia, ao perceber que havia um problema com Amariah, ela deixou o local com a desculpa de levar uma criança. No trajeto, a menina ouviu Marina clamando para que a Amariah não morresse.

“Chama a atenção o fato de uma das crianças, que ela foi levar em casa, ter escutado: ‘Não deixa essa criança morrer’. Ou seja, ela tinha conhecimento”, detalhou o investigador.


“Concluímos com base em várias outras declarações que ela se omitiu dolosamente. Ela se omitiu, deixando a creche para criar um álibi de que não estava ali e não teria nada com a morte. Tivemos a segurança, com base nesses elementos e com imagens, de que ela se omitiu dolosamente”, reforçou Veluziano.

A PCDF indiciou Marina, e as investigações prosseguem para apurar as condições de funcionamento e a conduta da outra proprietária. “Ela [tia de Marina] se mostra muito distante da situação. Temos de apurar se ela também foi omissiva”, adiantou o delegado.


Fonte: metropoles



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