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Grupo é preso por vender remédio falso: paciente parou na UTI após uso



Uma operação da Polícia Civil de Goiás desmantelou uma organização criminosa suspeita de vender remédio falso em Goiás e outros 11 estados, além do Distrito Federal. O grupo usava a empresa de fachada Farma Med, que conta com uma filial em Abadia de Goiás, na região metropolitana da capital, para “lavar” o dinheiro do comércio. Cinco pessoas foram presas.


De acordo com a corporação, em apenas seis meses, o grupo teria movimento cerca de R$ 6 milhões. A divulgação do caso aconteceu nessa quinta-feira (1º/6), no entanto, segundo o delegado Murillo Leal, os integrantes da quadrilha tiveram prisão preventiva decretada em março deste ano. Eles devem responder por organização criminosa, tentativa de homicídio qualificado, falsificação de medicamento e falsidade ideológica.


A quadrilha era composta por Sidney Donizetti Pereira Júnior, apontado como o líder; o pai dele, Sidnei Donizetti Pereira, que atuava como um gerente; Jilmar Rodrigues Trindade; e Rosimar Rodrigues dos Santos, no apoio logístico. Agmar Bruno da Silva era apontado como “laranja” do grupo.

Caso grave

De acordo com a Polícia Civil, a investigação do caso teve início em abril de 2022, depois que um paciente foi parar na Unidade de Terapia Intensina (UTI) de um hospital renomado de Goiânia, após usar uma falsa imunoglobulina. O remédio de alto custo é usado para tratamento de pacientes com deficiências imunológicas graves e que necessitam de respostas rápidas ao tratamento.


Conforme o delegado Murillo Leal, a empresa que vendeu o medicamento para a unidade de saúde tinha sede na Bahia, no entanto, foi constatado que não tinha sede física e nem funcionários. Por isso, foi representada a quebra de sigilo e descoberto que a empresa vendia outros remédios. Apenas com a imunoglobulina, o grupo teria movimentado R$ 6 milhões em vendas para três estados. Os clientes eram hospitais, planos de saúde e distribuidoras de medicamentos.


Ainda segundo Leal, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na sede da empresa em Abadia de Goiás e nas casas dos administradores. Foram apreendidos medicamentos de uso restrito, além de aparelhos eletrônicos.


Por meio dos objetos, a polícia conseguiu identificar áudios de conversas entre os investigados, que combinavam a remarcação da validade de frascos, bem como fotos de caixas de imunoglobulinas que mantinham em depósito de forma inadequada e que possuíam as mesmas características das que foram vendidas ao hospital de Goiânia.

Fonte: metropoles.



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