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Investigado por corrupção é preso menos de 24h após ser solto e ir à delegacia armado em Goiás


Investigado pela polícia em operação contra ex-servidores da Codego aparece com arma na cintura em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Homem aparece em um vídeo ao lado de um amigo e conversam sobre a prisão enquanto comem pão de queijo. No diálogo, ele diz que prisão federal, onde teria ficado, é para "elite" e mostra uma arma. Delegado diz que ele debochou da polícia e da sociedade.

Um investigado preso na semana passada em uma operação da Polícia Civil que apura corrupção de ex-servidores da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) foi preso de novo nesta terça-feira (18) por posse ilegal de arma de fogo, menos de 24 horas depois de ser solto. Ele foi buscar objetos pessoais na delegacia com uma pistola na cintura. Antes, o homem disse em vídeo que prisão federal, onde teria ficado, é para "elite"


O nome do investigado não foi revelado. Por isso, o G1 não localizou a defesa dele para se manifestar sobre a prisão.

O delegado titular da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Draco), Rodrigo Mendes, disse que o investigado saiu da cadeia na segunda-feira (17), após cumprir mandado de prisão temporária por cinco dias.

“Cidadão muito audacioso. Ele gravou um vídeo absolutamente estarrecedor debochando da polícia e da própria sociedade. Se não bastasse ser investigado por corrupção, se dirigiu à Draco com uma arma na cintura carregada de munição", explicou Mendes.


Vídeo

O investigado aparece em um vídeo ao lado de um amigo. Eles conversam sobre a prisão enquanto comem pão de queijo. No diálogo, ele diz que prisão federal, onde teria ficado, é para "elite" e mostra uma pistola na cintura.


Amigo: Pessoal, bom dia. Estamos aqui com o ex-presidiário de volta na praça. Lá foi federal?

Investigado: Uai, só para elite, né.

Amigo: O homem é forte mesmo (risos).


Operação

A Polícia Civil prendeu na quinta-feira (13), além do investigado que foi preso novamente, um ex-vereador, ex-servidores públicos e familiares suspeitos de cobrar R$ 1 milhão em propinas de empresários goianos.


Segundo as investigações, eles exigiam os valores para facilitar a instalação das empresas em distritos industriais no estado. A corporação informou que eles usavam o dinheiro para comprar carro de luxo e fazer viagens internacionais.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de prisão e 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia, Caturaí, Cristianópolis e Catalão.


Em nota enviada no último dia 13, a atual administração da Codego informou que apoia a ação da polícia e se coloca à disposição para colaborar com as investigações. A companhia afirmou que tomou várias medidas de controle interno e externo para evitar fraudes e desvios de servidores e que contratou uma empresa especializada em auditoria externa.

Pelo menos nove empresas foram vítimas da quadrilha. Segundo as investigações, os crimes aconteceram entre 2016 e 2018.


Esquema

De acordo com a polícia, o grupo identificava empresários que estavam interessados em montar indústrias nos distritos administrados pela então Goiás Industrial, atual Codego. A partir daí, passava a cobrar propina para dar andamento nos processos administrativos necessários.


Os investigadores informaram que alguns empresários que se recusaram a pagar os valores indevidos começaram a ser perseguidos. Membros do grupo teriam, inclusive, ameaçado despejar as indústrias já instaladas.


A polícia explicou que o esquema era tratado de maneira tão corriqueira que parte dos investigados assinava uma espécie de recibo para confirmar as propinas recebidas. Um dos suspeitos usou o cheque emitido por uma das vítimas para comprar um carro de luxo.

Durante a operação, foram encontradas várias armas em uma das casas, avaliadas em até R$ 100 mil. A polícia apontou ainda que houve um aumento elevado no padrão de vida dos investigados, o que não era compatível com os salários recebidos.


Por: Portal Forte News**Com informações do G1 GO



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