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Jovem pede ajuda para tratamento após se queimar em explosão que matou a avó fazendo sabão caseiro




Após acidente, Beatriz Ribeiro, de 20 anos, está com dificuldade para andar: 'Vi minhas pernas pegando fogo'. Ela diz que precisa de fisioterapia para queimados.

A atendente de call center Beatriz Ribeiro, de 20 anos, pede ajuda para conseguir um tratamento após se queimar em uma explosão que matou a avó enquanto elas faziam sabão caseiro, em Goiânia. Depois de sofrer queimaduras de 2º e 3º graus nas pernas, há exatos cinco meses, a jovem não consegue andar direito e precisa de uma fisioterapia especial para queimados.

“Minha avó estava fazendo sabão e pediu para eu pegar o álcool para ela para colocar no sabão. Quando eu fui despejar o álcool, houve a explosão. Eu lembro que ouvi um barulho muito alto e, quando eu olhei, vi minhas pernas pegando fogo”, contou a jovem. O acidente foi no dia 12 de abril deste ano. No dia, Beatriz e a avó, Neuza Ribeiro da Silva, de 66 anos, estavam fazendo sabão caseiro. Em determinado momento, a idosa, que estava com a bacia no colo, pediu para que a neta jogasse álcool na mistura. Nesse momento, houve uma explosão e as duas se queimaram.

“Eu desesperei, saí correndo e eu imagino que explodiu muito nela [na avó], ela se queimou muito”, disse a neta.


A avó e a neta foram socorridas e levadas para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). Mãe da jovem, a dona de casa Leandra Ribeiro disse que a filha teve queimaduras de 2º e 3º grau em 46% do corpo. Já a mãe dela, teve 70% do corpo queimado.

A idosa ficou internada por quatro dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 16 de abril. Já a jovem, ficou 38 dias internada no Hugol.

Agora, Beatriz tenta retomar a vida, mas relata que tem vivido com muitas dificuldades após o acidente. A jovem só consegue andar na ponta dos pés, porque não dá conta de esticar uma das pernas. Além disso, ela disse que sente muita coceira nas queimaduras.

“É muito difícil. Não sei se, por ter perdido a minha avó, tudo ficou mais difícil, mas tudo ficou horrível, não tenho mais vontade de nada”, disse a jovem.

Leandra, que perdeu a mãe, tenta motivar a filha a não desistir. “Eu tento incentivar o tempo todo. Eu tenho fé em Deus”, disse a mãe.


Tratamento

A mãe conta que Beatriz precisa de uma fisioterapia especial para queimados, para tentar voltar a andar normalmente. Além disso, ela usa uma pomada que, segundo a família, custa cerca de R$ 200 e só dura três dias.

“É uma fisioterapia diferente, é especifica para queimados. É um tratamento muito caro”, disse a mãe.

A mãe disse que, mesmo a jovem fazendo acompanhamento mensal no Hugol, ela não conseguiu a fisioterapia para a menina. Ela contou que, em maio deste ano, foi com Beatriz em postos de saúde e também no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), mas não conseguiu o procedimento.

A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO) disse que a paciente faz tratamento para queimaduras no Hugol e que, até o momento, ela não está inserida no sistema da regulação estadual. A SES disse ainda que o Sistema Único de Saúde (SUS) não oferece fisioterapia ou reabilitação específica para queimados, mas, sim, a reabilitação de movimentos físicos - o que a SMS Goiânia possui "ampla rede assistencial".

Ao g1, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) disse que entrou em contato com a paciente e que irá incluir ela no sistema de regulação para que o atendimento seja realizado no Crer ou na Associação dos Deficientes Físicos do Estado de Goiás (Adfego). A SMS disse ainda que o SUS não oferece a pomada Contractubex, usada pela jovem.

Fonte: g1 Goiás.

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