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MP cobra investigação sobre denúncia de “truculência” da PMDF em protestos de enfermeiros



Após a prisão de um manifestante no protesto em defesa do novo piso nacional da enfermagem, o Ministério Público (MPDFT) determinou a abertura de investigação na Corregedoria da Polícia Militar (PMDF), nesta segunda-feira (3/7). Segundo a Promotoria de Justiça Militar, há indícios de violência policial.


O episódio ocorreu na Esplanada dos Ministérios. Imagens divulgadas por manifestantes mostram um homem sendo jogado no chão e recebendo um jato de spray de pimenta durante uma abordagem policial. A princípio, ele teria encarado um policial, que o empurrou.


Na sequência, outros militares se juntaram em volta dele e o derrubam, enquanto jogavam spray de pimenta. Um dos policiais também teria se ajoelhado sobre a barriga do homem para contê-lo. A PMDF tem 10 dias para informar sobre a abertura do procedimento.


De acordo com o MPDF, se forem constatados excessos, os responsáveis devem ser punidos. O manifestante preso por desacato não resistiu à abordagem policial. Nas imagens , é possível ver que o homem não apresentou resistência. Tentou ainda conversar com os policiais dizendo: “Eu não estou resistindo, só quero me levantar”.


Logo em seguida, a gravação mostra o homem, que seria um psicólogo, tentando levantar e caindo no chão em meio aos policiais. Depois, ele é algemado e retirado do local pelos PMs.

Os manifestantes que estavam no ato se revoltaram com a ação, classificada por eles como truculenta, e tentaram intervir, exclamando frases e palavras como “Respeita a enfermagem” e “Covardes”. No vídeo é possível ver algumas pessoas tentando conversar com os policiais para acalmar a situação.

A PMDF informou que o detido não pertence a nenhum quadro de enfermagem e é morador do Rio Grande do Norte. De acordo com o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem (Sindate), o manifestante preso é psicólogo, mas integrava o ato em solidariedade aos profissionais de enfermagem.

O homem foi levado para a 5ª Delegacia de Polícia (área central) e, após pagamento de fiança, foi liberado.


Em nota, a PMDF afirmou que existia uma ordem da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) para não haver obstrução de pistas, e um grupo de manifestantes ocupou a via S1 da Esplanada dos Ministérios.

Após uma negociação, ainda de acordo com a corporação, “as faixas da direita foram desobstruídas, porém um manifestante voltou a ocupar as vias desobstruídas e incitar outros manifestantes a fazerem o mesmo. Foi solicitado que ele liberasse a via; o manifestante desobedeceu o policial e o empurrou”.

Ao Metrópoles a diretora do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem (Sindate), Josy Jacob, criticou a abordagem da PMDF, chamand0-a de covarde. “Os profissionais fazem um ato pacífico. Essa abordagem ocorreu por causa de uma via fechada. Os policiais agrediram, usaram gás de pimenta e detiveram um rapaz. Eles também agrediram ele com violência. Nós temos liberdade de manifestação. Ao nosso ver, a PMDF agiu de forma arbitrária e autoritária. Vamos dar todo o suporte ao manifestante detido.”


A deputada distrital e enfermeira Dayse Amarilio (PSB) disse que vai solicitar que a abordagem seja investigada. “Acreditamos que faltou paciência da polícia. Pelos relatos e imagens, os protestantes se aproximaram de um carro oficial, mas não o atingiram. Foi uma ação truculenta. O colega teve as roupas rasgadas e foi preso. A gente pede que a PMDF ajude a gente a descer com o carro de som para que possamos fazer a nossa assembleia de maneira ordeira e que o movimento seja respeitado”, acrescentou.

Após a confusão, os manifestantes seguiram protestando em frente à sede do ministério. O acesso aos demais prédios da Esplanada ficou bloqueado por PMs por volta das 11h15.

Fonte: metropoles


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