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Acusado de terrorismo esteve no Senado e aplaudiu fala contra Moraes

George Washington de Oliveira, preso após montar bomba em caminhão, estava em audiência que foi palco de manifestações bolsonaristas


George Washington de Oliveira Sousa, o bolsonarista preso após armar uma bomba num caminhão-tanque que iria para o Aeroporto de Brasília, esteve no Senado Federal participando de audiência pública em novembro deste ano. O evento serviu de palco para manifestações de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), como o deputado federal Daniel Silveira (PTB), que foi aplaudido por George quando chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de cafajeste, frouxo e covarde.

A audiência ocorreu em 30 de novembro, para discutir “a fiscalização das inserções de propagandas políticas eleitorais”, sob convocação do senador Eduardo Girão (Podemos). O acusado de planejar um atentado terrorista estava nas cadeiras do auditório, ao lado de figuras como o deputado federal eleito por Goiás, Gustavo Gayer (PL). Veja um trecho da transmissão



Quem também estava no Senado naquele dia era Alan Diego dos Santos Rodrigues, apontado por George como um dos envolvidos na tentativa de atentado em Brasília. Ele chegou a transmitir parte do evento no Instagram.

George Washington de Oliveira Sousa tem 54 anos, é do Pará e viajou para Brasília em uma caminhonete, transportando duas escopetas de calibre 12; dois revólveres calibre 357; três pistolas; um fuzil calibre 308; mais de mil balas de diversos calibres e cinco bananas de dinamite. Ele foi preso na véspera de Natal por arquitetar atentados e tentar explodir uma bomba próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília.


O empresário tinha registro de caçador, atirador e colecionador (CAC) desde 2021. Ele disse em depoimento à polícia que se motivou a comprar as armas pelas “palavras do presidente [Jair] Bolsonaro, que sempre enfatizava a importância do armamento civil”.

Em depoimento à Polícia Civil do DF (PCDF) George Washington afirmou ter vindo para a capital do país “preparado para guerra”, e disse que aguardava uma “convocação do Exército”, pois é um “defensor da liberdade”. Ele se declara apoiador do atual presidente.

Fonte: metropoles.

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